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Também chamada de Anorgasmia, é caracterizada por “um retardo ou dificuldade” de conseguir a ejaculação( que persiste por um período mínimo de aproximadamente seis meses) apesar da estimulação sexual adequada, da ereção peniana e do desejo.

Tal condição é considerada um problema pois provoca angústia significativa para o paciente e sua parceira. Muitas vezes , o diagnóstico é feito pelo relato das parceiras destes indivíduos. A Anorgasmia é pouco compreendida, pouco comum e muito pouco estudada.

Esta condição pode existir desde o início (primária) ou surgir durante a vida  (secundária). Também pode ocorrer em todos as situações, ou apenas em cenários sexuais específicos (por exemplo, com a parceira, mas não com a masturbação, ou com outra parceira). A ER afeta significativamente a qualidade de vida relacionada à saúde, bem como da auto-estima, levando à ansiedade e depressão .

Os fatores etiológicos propostos incluem muitos fatores médicos, psicológicos e de estilo de vida.  O tratamento deve ser específico da etiologia, podendo incluir psicoterapia do paciente e parceira, terapia medicamentosa ou tratamento multidisciplinar. Uma variedade de drogas são utilizadas para este fim, mas nenhuma é específica ao problema e nenhuma droga foi aprovada pelas agências reguladoras para esta indicação.

 

Em um estudo recente para avaliar  o manejo clínico de ER pelos membros da Sociedade de Medicina Sexual da América do Norte , cabergolina (Dostinex-Pfizer) e bupropiona foram os tratamentos de primeira linha mais comumente selecionados.

 

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Julho de 2018

ESTUDO: Haider KS, Haider A, Doros G, Traish A. Long-Term Testosterone Therapy Improves Urinary and Sexual Function, and Quality of Life in Men with Hypogonadism: Results from a Propensity Matched Subgroup of a Controlled Registry Study. J Urol. 2018;199(1):257-265.

Está bem documentado que o hipogonadismo está associado à obesidade, síndrome metabólica, redução de libido e disfunção erétil1, e que a terapia de reposição com testosterona nestes homens melhora a função cardiometabólica e sexual.2,3

Aqui resumimos os resultados de um estudo publicado no Journal of Urology, que avaliou os efeitos da terapia de reposição com testosterona a longo prazo em homens com deficiência de testosterona na função sexual e urinária e na qualidade de vida.4

Pontos chave

  • Há um risco teórico de que a terapia com testosterona possa representar um risco para os homens que sofrem com hiperplasia prostática benigna (HPB) e com sintomas do trato urinário inferior (lower urinary tract symptoms– LUTS).
  • Comparado com homens hipogonádicos não tratados, a terapia de reposição com testosterona durante um período de até 8 anos está associada com:
    • Melhora de LUTS, como demonstrado pela redução no IPSS e no volume da bexiga pós-miccional.
    • Melhora da função erétil, como demonstrado pelo aumento no escore IIEF-EF.
    • Melhora dos sintomas do hipogonadismo, como demonstrado pelas reduções na pontuação do Aging Male Symptom escore (AMS).
    • Ligeiro aumento no volume de próstata, sem impactar significativamente os níveis de PSA.
  • A melhora na função erétil, LUTS e escore AMS ocorreu durante os primeiros 2 anos de tratamento com testosterona, e os benefícios se mantém após a obtenção de níveis terapêuticos de testosterona.

O que se sabe sobre a testosterona, função sexual e urinária

  • O guideline de prática clínica da Sociedade de Endocrinologia (Endocrine Society Clinical Practice Guideline) de 2010 advertiu contra o uso da terapia de reposição com testosterona em pacientes com LUTS grave.5 Diversos estudos controlados randomizados recentes mostraram que a terapia com testosterona em pacientes com LUTS não piora estes sintomas – avaliados pelo questionário de Avaliação de Sintomas de Próstata validado (International Prostate Symptom Score – IPSS) – em comparação com o placebo.611 Mesmo em homens com LUTS grave, não foram observadas diferenças no IPSS em homens que receberam terapia com reposição de testosterona versus placebo.11 Houve uma pequena melhora nos escores de IPSS no grupo tratado com testosterona.11
  • Uma meta-análise de 14 estudos clínicos que investigaram o efeito da terapia de testosterona no LUTS relatou que a alteração no IPSS foi semelhante entre homens que receberam terapia com testosterona versus tratamento com placebo, sugerindo que o tratamento com testosterona não piora LUTS.12
  • Uma revisão sistemática de 35 estudos que avaliaram os efeitos da terapia com testosterona em LUTS e no volume de próstata descobriu que, na maioria dos estudos, não houve crescimento significativo da próstata com o tratamento com testosterona.13 Estudos em homens com LUTS leve não demonstraram nenhuma mudança ou demonstraram melhora nos sintomas com o tratamento. Os estudos em pacientes com síndrome metabólica demonstraram melhora uniforme nos sintomas do trato urinário inferior.

O que este estudo acrescenta

  • O estudo no Journal of Urology foi um registro observacional, prospectivo e cumulativo em 656 homens com idade média de 61 anos que apresentavam níveis totais de testosterona menores ou iguais a 349 ng/dl (12,1 nmol/L) e sintomas de hipogonadismo.4 O grupo tratado com testosterona (360 pacientes) recebeu 1.000 mg de undecilato de testosterona intramuscular a cada 12 semanas por até 10 anos. Os 296 homens que decidiram não iniciar a reposição serviram como o grupo controle. De cada grupo, 82 pacientes foram pareados por idade, circunferência abdominal e índice de massa corporal.
  • Os resultados mostraram que a terapia com testosterona diminuiu significativamente o IPSS e o volume pós-miccional. Houve também melhora significativa no escore Aging Males’ Symptoms e no domínio IIEF-EF (Índice Internacional de Função Erétil-Função Erétil). Em homens hipogonádicos não tratados, a micção e a função erétil apresentaram piora progressiva durante o período de acompanhamento. Notavelmente, a melhora significativa no LUTS foi avaliada subjetivamente pelo IPSS e objetivamente por reduções no volume pós-miccional.

Sintomas do Trato Urinário Inferior

  • Os homens tratados com testosterona tiveram uma redução progressiva, sustentada e significativa no IPSS. A diminuição do IPSS foi maior durante os primeiros 2 anos. Em contraste, no grupo não tratado, o IPSS aumentou gradualmente. Mesmo depois do ajuste para idade, peso, circunferência abdominal, glicemia dejejum, pressão arterial, perfil lipídico e escore AMS, houve diferenças significativas no IPSS ao longo do período de acompanhamento.

Disfunção erétil

A Figura 3 mostra a melhora significativa na função erétil em homens tratados com testosterona, como demonstrado por um aumento significativo no escore IIEF-EF. Em contraste, no grupo não tratado houve uma deterioração progressiva na função erétil, como demonstrado por uma diminuição significativa deste mesmo escore ao longo do tempo.

Figura 3: Melhora do IIEF-EF em homens tratados com testosterona em comparação com homens não tratados durante o seguimento de 8 anos.

Propensity-Matched Group: IIEF-EF (maximum score: 30)*p <0,0001 entre grupos; # ajustado para a circunferência abdominal, peso, glicemia em jejum, pressão arterial sistólica e diastólica, colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos, escore AMS

Escore Aging Male Symptom (AMS)

Uma redução significativa no escore mas, indicando melhora nos sintomas relacionados à deficiência de testosterona foi observada em homens tratados com testosterona, como mostrado na figura 4. A diminuição do escore AMS foi abrupta durante os primeiros 2 anos e, em seguida, permaneceu reduzida ao longo do seguimento. Em contraste, este escore aumentou ligeiramente no grupo não tratado.

Figura 4: Melhora nas pontuações do escore AMS em homens tratados com testosterona em comparação com homens não tratados durante o acompanhamento de 8 anos.

Escore Aging Male Symptom (AMS)Observação:
As barras azuis mostram diferenças estimadas entre os grupos ajustados para a idade inicial, peso, circunferência abdominal, glicemia de jejum, pressão arterial, perfil lipídico e escore AMS. Diferença ajustada; tratamento menos controle.

Volume de próstata e antígeno prostático específico (PSA)

O volume médio da próstata em homens tratados com testosterona aumentou ligeiramente de 31,4 para 33,2 mL, enquanto permaneceu estável nos homens não tratados. O PSA manteve-se inalterado em homens tratados com testosterona e não tratados.

Eventos Adversos

Houve 5 óbitos (6,1%), 8 acidentes vasculares cerebrais não fatais (9,8%) e 8 infartos do miocárdio não fatais (9,8%) no grupo não tratado, nenhum no grupo tratado com testosterona.

Comentário

O crescimento prostático é diretamente proporcional aos níveis de testosterona.15 A terapia com testosterona melhora as condições associadas à piora de LUTS, como a síndrome metabólica e a inflamação prostática.14 A testosterona também pode ajudar aumentando a expressão e a atividade da óxido nítrico sintase e o relaxamento do músculo liso.15

O presente estudo concluiu que a terapia de testosterona a longo prazo em homens hipogonádicos melhora significativamente a função urinária e sexual e a qualidade de vida, enquanto os homens não tratados sofrem uma piora nestes parâmetros.4 Esses resultados confirmam estudos anteriores que mostraram melhora significativa nos sintomas de micção ou LUTS após a terapia com testosterona.1620

Deve-se destacar que a melhora nas funções da função erétil, LUTS e AMS ocorreu durante os primeiros 2 anos de tratamento com testosterona.4 A maior elevação nos níveis de testosterona ocorreu durante o primeiro ano de tratamento; portanto, os benefícios continuam a se manifestar anos após a obtenção de níveis terapêuticos de testosterona.4 Isso ressalta a importância de considerar o curso do tempo para o início e a expressão máxima dos benefícios com a terapia com testosterona. Ao iniciar o tratamento com testosterona, as diretrizes de prática clínica das Sociedades de Endocrinologia dos Estados Unidos5 e do Canadá21 recomendam um teste terapêutico de 3 meses, enquanto a Sociedade Internacional de Medicina Sexual22 e especialistas23 recomendam que os clínicos considerem um período mínimo de 6 meses para avaliar a resposta terapêutica.

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Apresentação de minha tese (TCC) no Congresso de Urologia em Fortaleza em Agosto de 2017 , após término do programa MBA Executivo em Gestão de Saúde Einstein – Insper;  programa de pós-graduação lato sensu voltado à formação de profissionais do setor de saúde, o Certificate in Healthcare Management – CHM  também em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein.

Os programas de Gestão de Saúde do Insper têm como objetivo desenvolver competências de gestão do setor de saúde.

ECONOMIA EM SAUDE

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Agora que você já conhece o que é mito sobre reposição hormonal, é importante saber o que é verdade, para se manter sempre informado e com a saúde em dia.

1. Declínio nos níveis de testosterona

Os homens atingem seus maiores níveis de testosterona por volta dos 17 anos. Esse nível mantém-se por algum tempo, mas começa a entrar em declínio dos 30 aos 40. Quando o homem chega aos 80 anos de idade, seu nível de testosterona será metade do que ele tinha quando era adolescente.

2. Não há pílulas

A testosterona não é tomada em forma de pílula porque pode ser tóxica para o fígado. Como é facilmente absorvida pela pele, normalmente é vendida na forma de gel, passado diariamente na parte superior dos braços, ombro e abdômen depois do banho matinal. É possível também adquirir adesivos ou tomá-la por meio de injeções.

3. Aumenta o nível de massa magra

De acordo com um estudo do Institute of Medicine, dos Estados Unidos, a reposição hormonal masculina é capaz de aumentar a massa magra, embora não faça necessariamente um homem mais forte.

Os especialistas analisaram 10 estudos anteriores e concluíram que a testosterona aumenta o nível de massa magra e reduz o de gordura. A força muscular, porém, não mostrou evolução em 8 dos 10 estudos.

4. Benefícios à saúde

Segundo a SBEM, quando feita corretamente, a reposição hormonal masculina é benéfica à saúde em diversos aspectos. Alguns exemplos são vistos na perda de peso, no aumento de massa muscular e na saúde óssea, além de maiores níveis de libido.

 

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1. Tratamento causa câncer de próstata

Uma das maiores preocupações dos homens que se submetem à reposição hormonal masculina é se os tratamentos com testosterona aumentam o risco de câncer de próstata.

De acordo com um artigo publicado em 2004 no New England Journal of Medicine, a testosterona não causa câncer de próstata. Porém, os homens precisam estar em constante monitoramento, já que o hormônio é capaz de estimular o crescimento de um câncer que esteja escondido.

2. Diminuição de hormônio masculino é o fim da fertilidade

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), trata-se de um mito. Ao contrário do que acontece com as mulheres na menopausa, um declínio nos níveis de testosterona não significa que o homem ficará infértil.

3. Apenas com a reposição hormonal é possível resolver o problema

Conforme a SBEM, existem diversas alternativas que retardam e impedem o declínio nos níveis de testosterona. Se você quer alcançar esse objetivo, não fume, alimente-se corretamente e pratique atividades físicas regulares.