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De acordo com a etiopatogenia da obstrução prostática, as opções medicamentosas incluem a administração de bloqueadores a-adrenérgicos, que atuam sobre o componente obstrutivo dinâmico (músculo liso do colo vesical, cápsula prostática e estroma fibromuscular), ou de inibidores da 5 a-redutase, que exercem sua ação sobre o componente obstrutivo mecânico (glandular), levando à redução do volume da próstata.

Dentre os bloqueadores a-adrenérgicos têm-se a alfuzosina, doxazosina, tamsulosina e a terazosina, com eficácia clínica semelhante entre elas e efetivas em pacientes jovens com próstatas pequenas. Os inibidores da 5 a-redutase, finasterida e dutasterida, são efetivos para pacientes com LUTS associados a um aumento do volume glandular. Pode-se ainda usar a associação das duas terapias, com resultados ainda melhores, em pacientes com grandes volumes prostáticos, porém a um custo bem maior.

Sem eficácia comprovada, os fitoterápicos são utilizados para o alívio dos sintomas. Suspeita- se que esse alívio seja decorrente da própria história natural da doença, que apresenta períodos de melhora, e não necessariamente pela ação do medicamento.

A avaliação endoscópica é necessária na investigação do paciente hiperplasia prostática benigna (HPB)?

A uretrocistoscopia é utilizada nos casos de HPB com o objetivo de comprovar o aumento da próstata, definir a presenç a de repercussões vesicais, como trabeculações do músculo detrusor e divertículos, e identificar doenças associadas, como cálculos, tumores e estenose de uretra. A Organização Mundial de Saúde classificou como opcional o estudo endoscópico, pelo fato de que informações como o tamanho da glândula e o grau de obstrução da luz uretral não serem precisas, por ser um exame invasivo e por existirem outros métodos, como o ultra-som, que podem fornecer as informações necessárias.

O estudo urodinâmico é útil no diagnóstico de pacientes com hiperplasia prostática benigna (HPB)?

Os distúrbios miccionais não resultam necessariamente de obstrução uretral imposta pela próstata. Distúrbios neurogênicos, alterações vesicais pela idade e outras doenças podem produzir quadros semelhantes. Os métodos de imagem servem para definir as dimensões da próstata, mas são ineficazes em definir a existência real de obstrução prostática. O estudo urodinâ mico permite identificar disfunções vesicais, demonstrar ou não a obstrução infravesical e, se ela estiver presente, quantificar o seu grau. O exame avalia as fases de fluxometria, cistometria e estudo do fluxo-pressão.

Quando se adota a observação vigilante do paciente com hiperplasia prostática benigna (HPB)?

Como mencionado anteriormente, o tamanho da próstata não se relaciona diretamente com os sintomas e pacientes com o mesmo nível de sintomas (IPSS – International Prostate Symptom Score) podem apresentar diferentes graus de incômodo. Portanto, pacientes com sintomas leves ou moderados que não apresentam prejuízo de sua qualidade de vida e não têm complicações resultantes da hiperplasia devem ser seguidos de forma conservadora.

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Filed under: Hiperplasia da próstata