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Os sintomas da hiperplasia prostática benigna (HPB) podem variar ao longo do tempo?
As manifestações clínicas da HPB costumam ser oscilantes, com períodos de melhora intercalados com fases de piora. Observou-se que ao redor de 50% dos pacientes melhoram ou mantêm-se estáveis quando seguidos por dois anos. A causa dessa flutuação dos sintomas não é bem conhecida, mas pode resultar de oscilações do tô nus da musculatura lisa existente no colo vesical, cápsula prostática e estroma fibromuscular. Apesar dos períodos de melhora, os sintomas tendem a ser progressivos com o passar do tempo.

Que outras doenças apresentam sintomas semelhantes à hiperplasia prostática benigna (HPB)?
Diversas doenças que acometem o trato geniturinário podem levar ao LUTS (lower urinary tract simptoms) e fazem parte do diagnóstico diferencial da HPB. A estenose de uretra e a obstrução intrínseca do colo vesical levam a uma evolução bastante semelhante à HPB. Sintomas de armazenamento (irritativos) são encontrados com freqüência na infecção urinária, diabetes, tumores de bexiga, litíase vesical ou do ureter distal, distúrbios eurológicos, prostatites, falê ncia vesical decorrente do envelhecimento (bexiga do idoso) e inversão do ritmo urinário (aumento da diurese durante a noite).

A avaliação dos sintomas nos casos de hiperplasia prostática benigna (HPB) é importante?
Os pacientes com hiperplasia prostática procuram auxílio médico pelo incômodo decorrente dos sintomas gerados pelo crescimento prostático. Os sintomas do trato urinário inferior são mais importantes do que a comprovação médica de que a próstata está aumentada ou o fluxo urinário está diminuído. Em função disso, surgiram tentativas de se quantificar os sintomas relacionados à HPB, criando-se escores de sintomas, que auxiliam na caracterização objetiva do estado clínico do paciente. Atualmente tem-se utilizado o IPSS (International Prostate Symptom Score), validado pela associação Americana de Urologia (AUA).

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Os focos de hiperplasia podem variar quanto ao local ou à idade do paciente?

Sim, em indivíduos mais jovens ou nas próstatas pequenas, os focos de hiperplasia predominam no estroma fibromuscular, na região periuretral. Em indivíduos mais idosos ou nas próstatas mais volumosas, os nódulos de hiperplasia acometem mais freqüentemente o epitélio glandular situado na zona de transição. Do ponto de vista clínico, quase sempre coexistem ambos os tipos nos pacientes com hiperplasia benigna, variando a proporção do estroma sobre o tecido glandular.

 

Como a hiperplasia prostática leva ao aparecimento de sintomas miccionais?

Com o desenvolvimento dos focos de hiperplasia, os sintomas miccionais podem surgir decorrentes de uma obstrução uretral (funcional ou mecânica), ou em conseqüência de uma reação do músculo detrusor à obstrução.
A obstrução uretral pode resultar de uma hiperatividade do sistema autonômico simpático das regiões do colo vesical, cápsula prostática e do estroma fibromuscular que são ricos em receptores a1-adrenérgicos e que, quando estimulados, levam à contração da musculatura lisa local e diminuição do diâmetro uretral, levando ao aparecimento de uma obstrução funcional. Isso explica os sintomas em indivíduos mais jovens com próstatas pouco volumosas. Outros pacientes podem ter um crescimento prostático significativo, que gera um obstáculo
mecânico ao fluxo de urina. Estes casos são característicos de indivíduos mais idosos que apresentam próstatas mais volumosas.

 

Como o músculo detrusor reage à obstrução?

Com o aparecimento da obstrução uretral, a bexiga sofre um processo de hipertrofia da musculatura, que permite a eliminação da urina nas fases iniciais de uma forma quase que normal, por aumento da pressão intravesical. Com a hipertrofia, a parede vesical se torna espessa e menos complacente, diminuindo assim a capacidade de armazenamento. Com a persistê ncia do quadro, as fibras musculares são substituídas por colágeno, causando uma diminuição da contratilidade vesical, o que leva ao acúmulo progressivo de urina após a micção (resíduo pós-miccional). Associadas a isso, ocorrem alterações na inervação vesical que ocasionam contrações vesicais involuntárias e urgência miccional.

 

O que é prostatismo?

Prostatismo é o nome dado aos sintomas miccionais resultantes da hiperplasia benigna. Devido a esses sintomas serem comuns a outras patologias, esse termo está em desuso, sendo atualmente utilizado o termo genérico LUTS (do inglê s, lower urinary tract simptoms) ou sintomas do trato urinário inferior. A relação entre HPB e LUTS é complexa, já que pacientes com evidê ncias histológicas de HPB podem não desenvolver LUTS e outros com sintomas clássicos de LUTS podem não ter hiperplasia benigna.

 

Quais são os sintomas do trato urinário inferior?

Os sintomas do trato urinário inferior podem ser divididos em sintomas de esvaziamento (obstrutivos) e de armazenamento (irritativos). Os sintomas de esvaziamento resultam do efeito mecânico da próstata sobre a uretra e se caracterizam pela hesitação miccional, esforço miccional, jato fraco, jato entrecortado, gotejamento terminal e sensação de esvaziamento vesical incompleto. Os sintomas de armazenamento surgem por reação do detrusor à obstrução uretral e são: polaciúria, nictúria, urgência acompanhada ou não por perdas e dor suprapúbica.

 

Os sintomas são proporcionais ao tamanho da próstata?

Não há uma relação direta entre o volume prostático e a intensidade dos sintomas. Alguns pacientes podem apresentar uma grande massa prostática sem terem queixas urinárias significativas. Outros podem ter próstatas próximas ao volume normal e queixarem de grande desconforto e alteração da qualidade de vida.

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Qual a definição de hiperplasia prostática benigna?

Hiperplasia prostática benigna (HPB) é definida histologicamente como um processo caracterizado pelo aumento do número das células do epitélio e do estroma prostático. Esse aumento se inicia na zona periuretral da próstata e talvez seja resultado da proliferação das células do epitélio e do estroma ou de uma alteração da morte programada das células (apoptose), o que levaria ao seu acúmulo.

 

Qual a prevalência da hiperplasia prostática benigna (HPB)?

A HPB é uma das doenças mais comuns do homem idoso. Os sintomas decorrentes afetam a qualidade de vida por interferir nas atividades diárias e no padrão do sono. A prevalência da HPB é dependente e proporcional à idade. Ao redor dos 60 anos de idade, 50% dos homens vão apresentar algum grau de hiperplasia, aos 85 anos, esse número sobe para 90%. Mas somente metade dos indivíduos que têm diagnóstico histológico de HPB vai ter manifestaç ões clínicas decorrentes da hiperplasia.

 

Qual a idade em que se inicia o processo de hiperplasia da próstata?

O tamanho da próstata aumenta com a idade, até atingir cerca de 20 gramas por volta dos 20 anos de idade. A partir disso, a próstata só aumenta se der início um processo de hiperplasia, que ocorre por volta dos 30 anos. É nessa época que a próstata tem sua maior velocidade de crescimento, porém, os sintomas, quando presentes, se iniciam em uma idade mais avanç ada.

 

Quais os fatores de risco para a hiperplasia prostática benigna (HPB)?

A presença de testículos funcionantes na juventude e a idade são os principais fatores. Além desses, o risco aumenta quando há parentes de primeiro grau acometidos. Alguns medicamentos como antidepressivos, descongestionantes nasais e anti-histamínicos podem agravar os sintomas. A cirrose hepática parece atuar como um fator protetor contra a HPB por causar uma diminuiç ão nos níveis de testosterona plasmática. Fatores como raça, religião, condição social, tabagismo e obesidade, apesar de especulações, não se mostraram significativos no desenvolvimento da doença.